Comissão de 40% sobre o quê? A pergunta que quase ninguém faz antes da primeira briga
A taxa do cartão é custo de quem? Da casa, do profissional ou dos dois? A resposta precisa estar combinada antes de o primeiro mês fechar.
Profissional que trabalha por comissão faz uma conta simples: atendi R$ 200, ganho 40%, são R$ 80. O dono faz outra: o cliente pagou R$ 200 no crédito, a maquininha ficou com R$ 8, sobraram R$ 192, e 40% disso são R$ 76,80. A diferença é pequena num atendimento. Em um mês inteiro, com a agenda cheia, vira uma conversa desconfortável.
Nenhuma das duas contas está errada. São duas políticas diferentes. Na primeira, a casa absorve a taxa — o profissional recebe o mesmo, pague o cliente em dinheiro ou parcelado em 6x. Na segunda, o custo do cartão é dividido na mesma proporção da comissão. Muitos negócios começam na primeira e migram pra segunda quando a taxa passa a pesar.
O que costuma dar errado não é a escolha, e sim não ter escolhido. O combinado verbal de seis meses atrás ninguém lembra mais, e a regra vira quem reclama primeiro.
Regra de comissão boa é a que o profissional consegue refazer de cabeça.
No Lagenda, a comissão é calculada sobre o valor bruto por padrão. O dono que prefere dividir o custo liga uma opção em Configurações › Negócio, e a parte percentual da comissão passa a usar o valor depois da taxa da maquininha. Comissão fixa em reais não muda, porque não depende do valor da venda. Como o cálculo é feito na hora em que o relatório é consultado, vale decidir a regra antes de começar a fechar o mês — e avisar a equipe antes de ligar.