Preço de serviço: como reajustar sem o medo de esvaziar a agenda
O reajuste que todo mundo adia é quase sempre menor do que parece — o medo é maior que a conta.
Reajustar preço dá medo porque a perda é visível (cliente que reclama, que não volta) e o ganho é invisível (a margem que você recupera em cada atendimento que continua vindo). Isso distorce a decisão: você sente o risco muito mais do que sente o benefício.
A conta real costuma surpreender. Um reajuste de R$ 5 num serviço de R$ 40 é 12,5% — mas se isso cobrir só a inflação dos últimos 18 meses, você não está "cobrando mais", está deixando de cobrar menos do que já custa manter o negócio aberto.
Quem sai por causa de R$ 5 num serviço que ele gosta, sairia de qualquer forma no próximo aumento de aluguel seu.
O jeito mais tranquilo de aplicar é por tipo de serviço, não de uma vez: reajusta o mais procurado primeiro, olha o impacto real (não o que você imaginou) durante um mês, e só então decide o resto. Dado de verdade bate medo imaginado quase sempre.
É pra ver esse "impacto real" que existe o Relatório Financeiro do Lagenda: faturamento separado por serviço, então dá pra medir o efeito de um reajuste específico no mês seguinte, sem misturar com o resto do caixa.